<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Arquivo de transtornos mentais | Instituto La Lettre | Psicanálise</title>
	<atom:link href="https://lalettre.com.br/tag/transtornos-mentais/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://lalettre.com.br/tag/transtornos-mentais/</link>
	<description>Espaço multidisciplinar dedicado à transmissão de conhecimento, atendimento, pesquisa e interlocução nos campos da psicanálise, cultura e linguagem</description>
	<lastBuildDate>Sat, 23 May 2026 15:18:47 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.9.4</generator>

<image>
	<url>https://lalettre.com.br/wp-content/uploads/2024/08/logo-512-x-512-1-150x150.png</url>
	<title>Arquivo de transtornos mentais | Instituto La Lettre | Psicanálise</title>
	<link>https://lalettre.com.br/tag/transtornos-mentais/</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Stalking é transtorno mental?</title>
		<link>https://lalettre.com.br/stalking-e-transtorno-mental-como-se-explica-o-caso-de-kawara-welch/</link>
					<comments>https://lalettre.com.br/stalking-e-transtorno-mental-como-se-explica-o-caso-de-kawara-welch/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daia Florios]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 27 May 2024 15:45:02 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://lalettre.com.br/?p=6263</guid>

					<description><![CDATA[<p>Um caso recente chamou a atenção nas mídias e redes sociais no Brasil. Uma moça jovem e bonita foi presa por&#160;stalking. Abismado com a notícia, o público se pergunta: como é possível alguém chegar ao ponto de &#8220;enlouquecer&#8221; por amor? Somado a esse caso, tem-se o sucesso de uma série na Netflix (Bebê Rena) que [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://lalettre.com.br/stalking-e-transtorno-mental-como-se-explica-o-caso-de-kawara-welch/">Stalking é transtorno mental?</a> apareceu primeiro em <a href="https://lalettre.com.br">Instituto La Lettre | Psicanálise</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Um caso recente chamou a atenção nas mídias e redes sociais no Brasil. Uma moça jovem e bonita foi presa por&nbsp;<em>stalking</em>. Abismado com a notícia, o público se pergunta: como é possível alguém chegar ao ponto de &#8220;enlouquecer&#8221; por amor? Somado a esse caso, tem-se o sucesso de uma série na Netflix (Bebê Rena) que trata do mesmo assunto. O sucesso da série e o bafafá do caso brasileiro nos mostra que&nbsp;<em>stakear</em>&nbsp;(perseguir) é uma atitude muito comum na sociedade digital, onde todos têm acesso a tudo, e a privacidade da vida é algo praticamente impossível.</p>



<p><strong>Mas vamos ao caso:</strong>&nbsp;Kawara Welch, uma mineira de 23 anos, acumulou entre 2021 e 2023, 12 passagens pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) por assédio, importunação, roubo e descumprimento de medidas protetivas. Ela chegou a ser presa preventivamente em maio de 2023 após perseguir um médico e sua família em Ituiutaba, Minas Gerais.</p>



<p>Kawara, que se apresenta como artista plástica e modelo nas redes sociais, esteve foragida por mais de um ano antes de sua atual detenção, que ocorreu neste mês de maio. A moça acumula em sua história 42 boletins de ocorrência. Em apenas um dia, ela chegou a ligar 500 vezes e enviar 1,3 mil mensagens para o médico pelo qual se apaixonou em 2019, enquanto era por ele tratada por problemas de depressão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Caso de Polícia</h2>



<p>Antes de tudo, devemos dizer que&nbsp;<em>stalking</em>&nbsp;é um crime, um caso de polícia, e não uma condição psiquiátrica ou um transtorno psíquico. Nada nos impede porém, de imaginar que o termo possa vir a fazer parte da lista dos transtornos mentais (DSM). </p>



<p>Algo como &#8220;transtorno da personalidade stalker&#8221; pode um dia vir a ser considerado, dentro da tendência de patologização que percebemos na sociadade atual.</p>



<p>Por enquanto, o que temos são casos policiais de pessoas que perseguem outras causando danos psicológicos e traumas de natureza grave, e até mesmo a morte, pois as perseguições podem levar a vítima, culposa ou dolosamente, ao óbito.</p>



<p>Enquanto ação que causa danos físicos e ou morais, o <em>stalking</em>&nbsp; passou a ser considerado crime no Brasil em março de 2021, com penas previstas de 6 meses a 2 anos de reclusão e multa.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Caso de Psiquiatria?</h2>



<p><em>Enlouquecer de amor</em>, na linguagem popular, pode ser uma coisa deliciosa do auge da paixão, onde o um e o outro se unem em uma só pessoa, representando inclusive uma das maiores felicidades que o ser humano pode experimentar. No entanto, a &#8220;loucura&#8221; pode mesmo ser um caso psíquico quando crimes como stalking, feminicídio, homicídio, lesões corporais, difamação, calúnia, etc, resultam de um caso de amor que acabou mal, mas cujo término poderia ter sido aceito &#8211; com tristeza naturalmente &#8211; mas aceito.</p>



<p>Não dá para saber se casos de amor que terminam em crime são casos psiquiátricos, quadros psicóticos, transtornos mentais, etc. Cada caso é um caso e não podemos dar opiniões baseados em notícias de jornal. Sem acesso ao processo, fica impossível dar qualquer parecer, seja do ponto de vista jurídico que psicológico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Erotomania</h2>



<p>De fora, muita gente acredita que houve sim um caso de amor entre a jovem e o médico, mas mesmo que tivesse havido, isso não justificaria a perseguição absurda descrita no caso.</p>



<p>Existe um transtorno mental chamado Erotomania, caracterizado pela manifestação de um sentimento obsessivo, de uma paixão descontrolada e delirante por uma pessoa, geralmente de destaque social ou celebridade.</p>



<p>Se esse é o caso de Kawara, não sabemos. O fato interessante a se notar é o quanto nossa sociedade predispõe as pessoas a esse tipo de situação.</p>



<p>De um lado tem-se uma vida surreal (acima do real) mostrada nas redes sociais. De outro, tem-se uma sociedade que não aceita um não como resposta, que não aceita uma frustração e que não aceita a diferença.</p>



<p>São novos tempos que implicam em novos problemas, novas doenças, novos sintomas, novas angústias.</p>



<p>Talvez, a &#8220;doença&#8221; não seja pessoal, específica da Kawara ou de qualquer outro caso particular de bullying, perseguição, feminicídio, racismo, etc. A doença, em todos esses casos, é social. Tem alguma coisa que não está funcionando bem no organismo social que desenvolvemos. É para essa doença comum que precisamos olhar. O que você acha disso?</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><em>Se este tema despertou sua curiosidade sobre a psicanálise, conheça nossa <a href="https://lalettre.com.br/psicanalise/">Formação em Psicanálise</a> — um percurso sério, acolhedor e pensado para quem quer ir além.</em></p>
</blockquote>



<p><strong>Fontes: </strong><a href="https://www.correiobraziliense.com.br/brasil/2024/05/6861659-stalker-presa-por-perseguir-medico-soma-12-passagens-pela-policia-em-2-anos.html">Correio de Brasília</a> e <a href="https://g1.globo.com/fantastico/noticia/2024/05/19/mulher-presa-por-stalkear-medico-chegou-a-ligar-500-vezes-e-a-enviar-13-mil-mensagens-em-um-dia.ghtml">G1</a></p>
<p>O post <a href="https://lalettre.com.br/stalking-e-transtorno-mental-como-se-explica-o-caso-de-kawara-welch/">Stalking é transtorno mental?</a> apareceu primeiro em <a href="https://lalettre.com.br">Instituto La Lettre | Psicanálise</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://lalettre.com.br/stalking-e-transtorno-mental-como-se-explica-o-caso-de-kawara-welch/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Eu Ideal, Ideal de Eu e Burnout</title>
		<link>https://lalettre.com.br/eu-ideal-ideal-de-eu-e-burnout/</link>
					<comments>https://lalettre.com.br/eu-ideal-ideal-de-eu-e-burnout/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Daia Florios]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 May 2024 11:56:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Blog]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde Mental]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[transtornos mentais]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://lalettre.com.br/?p=3930</guid>

					<description><![CDATA[<p>Burn (queimar) out (fora), mas para bom entendedor: o fogo acabou, o fogo tá fora, a vida tá fora. O trabalho, que deveria dar dignidade, consome, esgota, apaga. Foi-se o tempo em que o empregador se preocupava com a saúde do empregado. Sem mão de obra, o trabalho parava. Hoje, sem mão de obra, o [&#8230;]</p>
<p>O post <a href="https://lalettre.com.br/eu-ideal-ideal-de-eu-e-burnout/">Eu Ideal, Ideal de Eu e Burnout</a> apareceu primeiro em <a href="https://lalettre.com.br">Instituto La Lettre | Psicanálise</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Burn (queimar) out (fora), mas para bom entendedor: o fogo acabou, o fogo tá fora, a vida tá fora. O trabalho, que deveria dar dignidade, consome, esgota, apaga. Foi-se o tempo em que o empregador se preocupava com a saúde do empregado. Sem mão de obra, o trabalho parava. Hoje, sem mão de obra, o trabalho segue, robotizado, e se não tiver robô, segue a fila do pão dos desempregados, queimados fora, noves fora.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Burn-out</h2>



<p>O trabalho é parte importante, fundamental, da vida. Não apenas por um romantismo utópico, por uma ideologia social decorosa, o da sociedade fundada sobre o valor do trabalho, mas porque o trabalho nos consome muito tempo de vida.</p>



<p>Graças à construção social, à civilização, e à importância que demos ao trabalho, o homem nem sabe quem ele é sem uma profissão. Pergunte &#8220;quem você é&#8221; a alguém de cultura ocidental e este alguém dirá a sua profissão. Ser significa ter uma profissão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O Fogo Ideal</h2>



<p>Assim quis a civilização, assim fizemos as regras que organizam a sociedade em éticas profissionais e deontologias. O Ideal de Eu, ditado por essas regras e outras mais, fizeram do homem um ser obediente e produtivo. </p>



<p>O fogo do Eu Ideal foi queimado pelo Ideal de Eu: Quem eu quero ser e quem a sociedade quer que eu seja foi burn-out (queimado fora, queimado vivo, esgotado, apagado).</p>



<p>É todo um sistema formado nesse sentido desde que o mundo é mundo, mas agora está pior e não é sensação de estar pior, é fato que o trabalho está passando por uma transformação, assim como passamos pela Revolução Industrial. Os mais otimistas dirão que dá para tirar proveito e que a Revolução Tecnológica Digital, ou mais precisamente agora, a Revolução Artificialmente Inteligente (termo criado com devida licença poética), não é de todo ruim. Ou seja, há a possibilidade de fazermos dessa nova revolução algo bom. Por exemplo, dar finalmente dignidade trabalhista ao homem, quando máquinas poderão fazer trabalhos menos valorizados socialmente.</p>



<p>É tudo muito interessante porque a questão é propriamente a contrária. A Inteligência Artificial poderá, em breve, substituir justamente os trabalhos mais complexos, para isso, basta ter uma receita de bolo, a tal denominada <em>algoritmo</em>.</p>



<p>O que se vê por aí é um mundo dividido entre desempregados e super explorados. Os super explorados queimados vivos até a última chama (burn-out), mantida acesa por vários mecanismos: dos psicofármacos à yoga, mas sobretudo pela ameaça do desemprego.</p>



<p>Se antes algumas pessoas acreditavam que a lógica marxista, a da sociedade dividida em trabalhadores contra os donos dos meios de produção, era, apesar de simplista, uma esperança de revolução que desse dignidade ao homem, hoje a dinâmica é&nbsp;<em>eu contra eu mesmo</em>, porque as pessoas precisam se vender, elas mesmas como produtos, <em>influencers</em>, <em>coaches</em> e acreditar no milagre de que um dia, em algum lugar, suas potencialidades serão reconhecidas por milhões de&nbsp;<em>followers</em>.</p>



<p>Não à toa dizem que a depressão é o Mal do Século. Não à toa estamos ansiosos. Não à toa a cada dia tem-se uma nova &#8220;doença&#8221; que descreve o indescritível da angústia.</p>



<p>Burn-out porque o Ideal de Eu não mais dá conta de construir o Eu Ideal. &#8220;O trabalho liberta o homem&#8221; foi uma frase de boas-vindas ao campo de concentração nazista. Talvez, a única liberdade que podemos ter, a esse ponto, é saber que podemos ser muito além de nossas profissões, muito além de nossos trabalhos, e que podemos ser muito além daquilo que a sociedade quer de nós.</p>



<p>Texto original publicado na <a href="https://lalettre.com.br/category/blog/">Revista La Lettre de Psicanálise</a>.</p>



<p>Feliz 1° de maio!</p>



<p><strong>Fontes</strong>: &#8220;<a href="http://Global burden of mental disorders and the need for a comprehensive, coordinated response from health and social sectors at the country level">Global burden of mental disorders and the need for a comprehensive, coordinated response from health and social sectors at the country level</a>&#8220;. World Health Organization. Dezembro/2011. </p>



<p></p>
<p>O post <a href="https://lalettre.com.br/eu-ideal-ideal-de-eu-e-burnout/">Eu Ideal, Ideal de Eu e Burnout</a> apareceu primeiro em <a href="https://lalettre.com.br">Instituto La Lettre | Psicanálise</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://lalettre.com.br/eu-ideal-ideal-de-eu-e-burnout/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
